Inicialmente maçante, mas compensador após 20 min. de sessão. Existe uma certa analogia entre "Os Fugitivos" e "Pulp Fiction - Tempo de violência". John Travolta, o protagonista da sanguinolenta história, não é surpreendente e, quem conhece as distintas interpretações do ator, sabe o que estou falando, pois só é quando não trabalha muito bem, o que é "raro". John Travolta pode encarnar o mocinho ou o pior vilão. (prefiro John Travolta como vilão desprezível nas atuações, é simplesmente incrível). O diretor deste longa-metragem, Todd Robinson, já foi o roteirista de alguns filmes, entre eles "Tormenta" com direção de Ridley Scott e, Robinson mostrou-se competente como estreante na direção de "Os Fugitivos", igualando-se aos diretores experientes e com longos anos de jornada cinematográfica.
Chegando ao final do filme, se pararmos para refletir, será difícil de acreditar que a história foi baseada em fatos reais, parecendo algo criado por uma mente mirabolante, como a do cineasta britânico, mestre do suspense, Alfred Joseph Hitchcock.
Conhecidos na vida real, nos anos 40, como "lonely hearts killers", o casal de malucos assassinos, são protagonizados por Salma Hayek Jiminez (Bandidas e Pergunte ao Pó) e Jared Leto (Clube da Luta e O Senhor das Armas).
Salma Hayek dá um toque especial na trama, mostrando um desempenho magnífico, o que certamente, fará com que seja lembrada futuramente por outros diretores, mas Jared Leto, não faz muita diferença e, sua interpretação não é muito consistente, o que não interfere no excelente longa-metragem que, na verdade, é mais uma lição de vida para deixar as viúvas ou “solteironas” de olhos bem abertos nos jovens galanteadores.
Focando no cenário e figurino baseados nos anos 50 de “Os Fugitivos”, notamos uma grande simplicidade, mas que os torna quase imperceptíveis, devido a excelência da narrativa.
Uma dica: Não veja um filme simplesmente “por ver”, é uma boa diversão, mas você poderá aprender muito, preste atenção na história, perceba o que o roteirista e o diretor quiseram transmitir e, trabalhe na formação de novas idéias. Quem sabe futuramente a palavra “Cinematerapia” não irá aparecer mais vezes nos artigos e propagandas das revistas, jornais, TV, sites e outdoors espalhados pela cidade?
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